palarvore é voz que não sustenta o grito e sai rasgando a garganta. um entregalhos coberto de flores enquanto as folhas espalham o vento. Um primeiro livro, uma semente... uma vida de mortes avulsas e semidiárias. tem raiz e juventude na veia. um caule torto, uma expressão própria. palarvore é fruto de vida intensa com um olhar guloso de sumo adocicado. um réquiem do apodrecer da época. um livro sonoro e dissonante que beira as tensões do que é ser humano. um feminino forte do elemento Terra.
o restante...é erva-daninha e pontos
o restante...é erva-daninha e pontos
(...)
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quinta-feira, 28 de junho de 2012
Sobre a venda
À venda ( R$ 15,00 )
Um livro que não era livro. De repente eu tinha que buscar essa imagem, de um livro que vestisse poemas avulsos com uma unidade que não limitasse seus movimentos e fluxos. Palarvore, pensei, porque cabiam os poemas ainda em processo de maturação nas sementes. E poemas essenciais e de base nas raízes. E poemas de fluxo intenso que estão no ent(r)e, no caule. Poemas e leveza nas flores e folhas. Poemas de semi-morte e réquiens nos frutos. E a morte. Porque os poemas que não cabiam eram as ervas-daninhas: palavras que cresceram ao redor de Palarvore. Um livro... Seus capítulos... Um livro "para(he)sitante" do mesmo livro... No ciclo... Palarvore!
Quem tiver interesse em comprar, entre em contato comigo por aqui, ou por email: cintialuando@hotmail.com
sexta-feira, 16 de março de 2012
Palarvore além da forma ( poesia é bem mais que livro )
“ Hoje a prática artística aparece como campo fértil de experimentações sociais, como um espaço parcialmente poupado a uniformização dos comportamentos. As obras que serão aqui tratadas esboçam várias utopias de proximidade.”( BORRIAUD, Nicolas.Estética Relacional; São Paulo:Martins, 2009.)
(Imagem: O livro árvore de Dali)
É isso! Nós queremos esboçar nossas varias utopias de proximidade, aproximar tudo que se relaciona com palarvore porque palarvore não é um livro, mas uma experiência artística que quando estiver nas prateleiras, ou cabeceiras, se dá como tal, mas que é mais... Sempre mais... Por se tratar de um material sensível! Uma obra de arte! Conto com os amigos desmantelistas e seus afetos para desmembrar a poesia do meu livro e trazer ela para outras instâncias, vivenciar ela de outra forma. Tem sido uma experiência muito forte, tenho sido atravessada várias vezes por sensações muito diferentes das sensações de quando escrevi os poemas, ou os reli... Não sei dizer se é prazeroso ou se é dor profunda... Confesso que existem dias em que eu me contorço engasgada com seus frutos e uma espécie de morte-seca, depois viro flor e mostro os dentes morrendo de rir. Mas não nego. Eu prefiro sentir demais e criar, do que anestesiar-me e anestesiar. Posso dizer que palarvore é um projeto para a vida, estranho e maravilhoso. Estamos interessados aqui, em sermos afetados. Afeto é a palavra! É o que faz palarvore assumir uma outra forma, um outro devir palarvoreano... Nos dias atuais, a uniformização das coisas, os padrões, as regras sociais e morais, já não se aguentam dentro da gente, e existem coisas que devem ser quebradas. Um livro pode não ser só um livro. A gente conta com teatro, com música, com poesia, artes visuais, e com o que mais a gente tiver para compôr. Eu gosto dessa palavra: Composição! Acho que ela define muito bem o que o coletivo de arte "Os desmantelistas" está fazendo... Ele está compondo essa cena de arte... Experimentando a poesia em um outro lugar. Vamos evitar as "cristalizações". Vamos mudar! Desde os movimentos vanguardistas, modernistas, de contracultura, que a gente tem esse impulso enérgico de experimentar sair do fluxo, de querer ir buscar o novo... A gente quer experimentar... A gente experimenta...
(...) nós somos JOVENS &
ARTISTAS (...)
sexta-feira, 9 de março de 2012
Uma palarvore sobre esse livro:
Eu tinha poemas muito diversos. Uma salada poética, algum tempero, e só isso! Eu não tinha um livro. A poesia eu sempre tive, mas um livro de poesias... Eu não tinha. Eu precisava encontrar alguma coisa que pudesse dizer que aquela multiplicidade de palavras, na verdade eram palavras unidas: Uma unidade. A única coisa que tinham em comum eram as palavras!- Ao menos a palavra! – Eu pensei. Pensei e fiquei buscando imagens. Imagens que pudessem captar essa “atmosfera variável” da minha poesia, que ora exibia seus talos ainda verdes, ora era madura e era pimenta que ardia; tinha poemas doces, outros amargos... Umas colocações mais desenvolvidas e complexas, outras nem tanto... Tudo bem misturado! Foi quando olhei pra vida e vi Palarvore! Uma PALAVRA com a força natural que tem a imagem que é ser ÁRVORE. Palarvore é poema-semente. Ser semente é ser ingênuo, é começar a crescer pequeno mesmo. Palarvore é raiz quando ela fala da base, da estrutura. O caule é a Palarvore no meio do caminho... Entre o chão e o céu... Começa a se desenhar ranhuras, saliências, experimentações... As flores e as folhas de Palarvore são o ápice da delicadeza. A copa. Um lugar ameno, suave, de perfume, e balançar de vento. Ali, tem beleza pra ler e descanso de alma. Os frutos e a morte, são poemas tristes. De cair no chão e apodrecer. Fechando o ciclo para um ciclo novo. Palarvore tem proporções absurdas! Tão absurdas, que ao redor de Palarvore, cresceram as ervas-daninhas. - Assim, intitulado “Palarvore”, o meu livro se divide em capítulos muito naturais: sementes, raízes, o caule, as flores e folhas, os frutos e a morte,e as ervas-daninhas, claro! Poesia-viva que se desdobra, sai do papel, vai pro corpo e anda na rua, faz fotossíntese, vira música, e quer saber de que arte ele é feita... “Até que Palarvore ganhou espaço e fincou-se no chão” É com muito carinho que inauguro minhas palarvores virtuais nesse blog... Postarei aqui fotos, vídeos, textos, observações, devaneios, aspirações, desabafos, e tudo mais que tiver qualquer relação afetiva desse nosso grande devir palarvoreano!
Com muita poesia...
Por esse amor...
Cintia Luando
Com muita poesia...
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